Home      Back


Capítulo 8: CUSCO
Segunda-feira, 15 de Abril de 2002.


Fui fazer xixi na Rodoviária de Cusco e depois, como já eram 6:00h, fomos partindo. Chegando no salão da Rodoviária vieram uns 50 carinhas com papelinhos de Hostal, Hoteles e Polzadas. O Xineiz super sem noção do perigo, foi entrando num táxi para ver bem a pousada mais longe da PLAZA DE ARMAS, que é o epicentro da cidade. E lá fui eu junto... No fim não ficamos lá, mas foi bom porque pegamos táxi de graça.

Saímos andando pela cidade procurando a PLAZA. Quando fomos pedir informações, um malandro chamado Hector (só que este não era Babenco, mas Hector Babaca) se apresentou. O cara vestia um paletó anos 70 (coma as cotoveleiras de couro e tudo), calcetas de veludo, com uma pasta preta e querendo passar-se com homem de negócios. Este cara conquistou o coraçãozinho do Xineiz e tornou-se a sua sombra. Ah! E o Xineiz agora era Pablo...

Esse cara nos levou para o HOSTAL DEL INCA. Compramos dele todos os boletos e tickets dos passeios que faríamos. Depois que a gente deu dinheiro pra um cara que nem escritório tem, e como garantia tínhamos uma nota que duvido que tenha valor fiscal, só fiquei tranqüila quando o primeiro passeio às 13:30 deu certo.

Nessa tarde fizemos um citytour com um guia que não guardei o nome. Mas o cara era legal. Falava em inglês e espanhol. Eu escutava o inglês, juntava com o espanhol e acabava entendendo alguma coisa. As pessoas dessa excursão eram espanhóis e um casal de La Paz. Todos muito simpáticos mas um senhor espanhol era o mais engraçado.

A visita começou dentro do centro de Cusco, na Catedral. Ficamos impressionados. Muito bonita. Pena que, mais uma vez, não podia ser filmada nem fotografada. Esta igreja, assim como outras que iríamos conhecer, foi construída sobre um templo inca. Em ,talvez, 1936, houve um terremoto na cidade. A parte construída pelos espanhóis veio abaixo, enquanto a parte inca continuou em pé. Os incas eram mesmo muuuuito melhores.

Depois fomos a um mosteiro, que conserva as bases de construção inca, como na catedral.

O Xineiz tá aqui falando pra eu escrever sobre a técnica de construção anti-sísmica dos incas. Eles construíam as paredes usando pedras de vários ângulos, nunca uma igual a outra. A superfície de contato entre as pedras eram em encaixe côncavo e convexo. Isto permitia que deslizassem com os abalos e tornassem ao mesmo lugar quando terminava. Além disso, todas as paredes tinham inclinação de 3° e as portas e janelas eram trapezoidais. Não usavam qualquer tipo de cimento entre as pedras. Não deixavam qualquer espaço entre elas, por isso muitas vezes vimos pedrinhas preenchendo uma falha entre grandes pedras. E dessa maneira suas construções resistiam aos abalos sísmicos da região.

Mudando completamente de assunto, a partir deste dia eu virei um estorvo na vida do Xineiz – começou minha síndrome de “Quero ir embora”.

Faltam registros

Depois fomos num lugar chamado SUPERSAYAMAN (mentirinha) com ruínas adivinha de quem? Dou um caramelo se você acertar. Dos incas, é claro.

Faltam registros


Home      Back