Capítulo 4: SANTA CRUZ - LA PAZ
Quinta-feira, 11 de Abril de 2002.
De manhã passamos por Cochabamba. Que decepção... A cidade é HO-RRO-RO-SA. É um monte de casas sem reboco, pintura nem pensar, mal acabadas, ruas estreitas e lamacentas, gente feia e desdentada na rua... Bom, enfim continuamos na estrada. Acordamos numa parte do caminho que consistia numa estrada super estreita, lamacenta e pra ajudar, chovia fino. O trânsito de caminhões era impressionante. Havia três fileiras de caminhões numa estrada estreita que dava para um abismo... E a gente lá, dando tchauzinho pro abismo... Como estávamos exaustos, acordávamos e tornávamos a dormir. Uma das cenas que acordamos nessa estrada foi de um caminhão tanque (de combustível) rebocando outro caminhão tanque (também de combustível) atolado. E os dois caminhões patinando. Depois dessa parte a paisagem que se abriu era linda! Realmente impressionante.
Depois de mais algumas horas apreciando a vista, entramos em La Paz. Outra decepção. As casas têm as mesmas características já mencionadas sobre Cochabamba. Como disse um dos brasileiros, a cidade parece um funil. Lembrou-me uma super Rocinha do RJ.
Paramos na Rodo e então nós fomos conversar com os brazucas pra gente circular com eles. Então nos apresentamos todos. O nome deles: César e Silmara, 1° casal, e Marcelo e Juliana, 2° casal. Fomos caminhando com as mochilas procurando o hotel que foi indicado no texto que o Xineiz viu na internet, mas no caminho deparamo-nos com um hotel simpático e dentro do orçamento, então ficamos por ali: Hotel Magestic. Finalmente cama e banho!!!
Depois de limpinhos encontramos o pessoal para jantar. Jantamos no hotel. O Marcelo só falava do churrascão que escolheu e que não queria o nosso prato, de sopa de entrada e “bifinho” depois... Daí, depois de tomarmos a sopa vieram os pratos. O super churrasco dele era igual ao nosso “bifinho”. Dali já deu pra perceber que a Juliana é muito comédia e muito brava com o Marcelo, mas ele GOSTCHA.
Ficamos conversando sobre os bichos secos que vimos nos camelôs pra vender... Amanhã vamos saber o que é isso. Agora vamos nanar numa cama!!!
Ah! E fizemos uma filmagem dos nossos comentários sobre a viagem e o Xineiz não tinha percebido que uma mulher nos ofereceu drogas (coca da boa) como se estivesse oferecendo balas e docinhos. Drogaxxxx, tô fora.